Arquivo para novembro \14\UTC 2006

As seqüelas de se jogar Wii

Ontem todos aqui na redação, inclusive eu, estavam empolgados com a chegada do Wii, o console da próxima geração da Nintendo. Mesmo com apenas um jogo, o Wii Sports, o console ficou pouco tempo parado, quer dizer, não ficou parado porquê ainda está rolando o oba-oba da novidade.

Acho que ontem fiquei umas três horas jogando direto. Sabe quel foi o resultado disso? Dores. Muitas dores. Antes de ir embora eu já tinha percebido uma dor chatinha bem nas costelas e no ombro, algo normal para quem não pratica nenhum esporte — e Wii Sports é um belo apanhado para quem é sedentário como eu. Não foi nenhuma surpresa ao perceber que meu corpo todo está doído hoje — também eu era o mais empolgado com a nova forma de interação. Agora, neste momento em que eu escrevo este blog, sinto dores no meu corpo inteiro, não só nos ombros, mas também em todo o meu braço direito e pescoço.

Foi então que comecei a pensar “Como será jogar isso no futuro?”. Hoje em dia, eu passo mais de quatro horas consecutivas jogando alguns títulos — Need For Speed Carbon terminei em um final de semana, Tony Hawk Project 8 tenho mias da metade do modo Carrer concluída, isso sem contar que em Final Fantasy XII já somo mais de 300 horas totais (contando o que joguei da versão japonesa e da americana).

Como será minha vida daqui pra frente? Será que eu vou ter que me privar de jogar da mesma quantidade de horas que jogo hoje? Será que vou conseguir terminar o novo Zelda em menos de 20 horas? Será que meu corpo vai resistir?

Estou com medo. Medo porque este é minha forma de entretenimento preferida — sem falar de econômica, já que eu jogo os games que chegam aqui na redação. Será que a idade está chegando ou terei que entrar em uma academia só para condicionar meu corpo a uma nova rotina?

Não quero que isso aconteça. Quero ter um Nintendo Wii sim, mas acho que ele será meu segundo console. Só vou jogar nele quando não tiver nenhum outro game que necessite de minha dedicação. Vou jogar Zelda, Mario e outros games “hardcore”, porém vai demorar quatro vezes mais para chegar ao final destes games — isso porque eu gosto de jogar, mas não gosto de sentir dor.

Dores em todos os lugares

Pode não parecer, mas tá doendo pra kct!

O primeiro Wii Kid do mundo

Depois de mais de um ano esperando, o Nintendo Wii chegou aqui na redação. Era 10 da manhã, eu um dos primeiros a chegar — o Orlando e o Minato já estavam aqui. Bastou passar da porta que Ortiz me bombardeou “O Wii chegou”. Pensando que era uma pegadinha, não dei crédito para a notícia e o quadro só mudou quando vi a super-caixa da Fedex — a do console estava dentro desta — endereçada para o Testa.

O Orlando, medroso pra caraio, ligou para o Fabão pedindo autorização para abrir a bendita caixa — o que não rolou é claro! Mas como sou um cara que não respeita — muito — a hierarquia, resolvi pelo menos ver a caixa “normal”. A exaltação foi geral, mas, como não podíamos abrí-la, eu e o Minato partimos para nossa partida matinal de Winning Eleven.

Depois de perder por 1 X 0, o destinatário, Ronaldo, aparece com seu café. Lógico que o Testa é muito mais empolgado do que eu e partiiu para o processo mais tortuoso da humanidade — ver, peça por peça do conteúdo da caixa.

O Fabão chegou logo depois de termos retirado quase todas as peças — Wii Remote, Nunchuk, sensor de movimento, cabos, etc. Logo fomos para a partida inicial de Wii Sports, o jogo que acompanha a caixa. O mini-games são bem divertidos, mas logo senti o peso do sedentarismo com meus braços doídos e cansados — tanto que deu tempo para escrever este post.

Na hora do almoço, eu e o Fabão ficamos por aqui para testar todas as funcionalidades do console. Criamos nossos Mii’s, configuramos a rede (que não funcionou, porque o console ainda não foi lançado) e brincamos com os menus.

Claro que muitos conhecidos da redação apareceram por aqui, Fabio Bracht, Jones Rossi e Douglas Pereira foram os primeiros — e tem mais gente querendo aparecer por aqui, mas somos istas… egoístas.

Agora chega de post, meu braço jpá descansou o bastante e está na hora de eu testar mais um pouquinho da novidade — e ler um pouco dos posts dos forums sobre eu ser um “Wii Kid”.

PlayStation 3 vai dar muito certo

A atualização semanal de meu blog tinha muitas notícias nonsense para serem postadas, mas resolvi dar um break para falar algo que me ocorreu esta semana que achei pertinente comentar.

Estive visitando alguns sites e foruns na internet e todos estão reclamando da quantidade “irrisória” de PlayStation 3 que estarão disponíveis para venda no primeiro dia. “400.000 unidade não vão alimentar os loucos sádicos por jogos”, “No e-Bay vai ter PS3 a US$ 1.000” ou “O Nintendo Wii vai ter 2 milhnões de unidades alguns dias depois” são as frases mais freqüentes que vi. Não querendo colocar meu dedinho de editor da SDP em prol da defesa da Sony, mas já colocando, acho que este terror é um monte de bullshit. O que eu estou vendo é a mesma coisa que aconteceu seis anos atrás e cinco anos antes disso, ou seja, as mesas reclamações que aconteceram no lançamento dos consoles da Sony.

No lançamento do PSone, as teorias era que o console era muito caro (US$ 299,00), a empresa não tinha um mascote (ao contrário da Sega — com Sonic —, e a Nintendo — com Mario) e não tinha nenhum conhecimento na área de jogos. O que aconteceu? PSone um sucesso. A empresa não precisava ter um mascote para ter bons jogos, não precisava ter um console barato, pois ele também era um CD Player (um dos mais baratos do mercado) e chegou às prateleiras com algo em torno das 300.000 unidades.

Veja só que estranho, pois algo parecido aconteceu com o PlayStation 2. No lançamento do console, os pessimistas diziam que o aparelho era muito caro (US$ 299,00), a empresa continua não tendo um mascote e estava concorrendo com o Deamcast, que já tinha um ano no mercado. O que aconteceu? PS2 um sucesso. A empresa continua não tendo um mascote para ter bons jogos, não precisava ter um console barato, pois ele também era um DVD Player (um dos mais baratos do mercado) e chegou às prateleiras com algo em torno das 500.000 unidades.

A estratégia da Sony este ano não é diferente. O povo ainda acha que o console é caro (US$ 599,00), não tem mascote, não tem uma rede estabelecida, o controle que reconhece movimentos “é uma cópia dom Wii” e a Microsoft está com o Xbox 360 há um ano no mercado. Não é estranho? Parece que a história vive arcos de repetição, algo que parece um déjà vu, bem estilo Matrix.

Contrariedades e negativismos à parte, lembro à todos que a empresa pode estar apostando em uma estratégia que já deu certo antes. Milhões de pessoas vão às filas das lojas de games no mundo inteiro. Os americanos são seres compulsivos — os japoneses também. Eles precisam ter o console no dia do lançamento. Eles precisam ser pessoas “legais”, na moda e ostentando que não ligam para a grana que daria para alimentar um pequeno país africano.

O PlayStation 3 vai dar certo sim. Vai dar tão certo que os ricaços que compraram o Xbox 360 no dia do lançamento, vão comprar um PS3 também. Vai rolar um lancve de “eu quero ter, mas eu não acho”. Sim, se você quizer desembolsar US$ 1.000, você poderá ter o seu console logo nas primeiras semanas.

Acho que o Wii vai ser um videogame foda. Acredito no sucesso do 360 no Brasil — tanto que vou comprar o meu nas Casas Bahia e mais um jogo. Mas acho que quem vai liderar o mercado será a Sony. Oras, se eu não apostar nisso, onde mais vou poder jogar o Gran Turismo 5, Final Fantasy XIII ou Metal Gear Solid 4? No Wii com controle de movimento e gráficos toscos ou no 360 com gráficos fantásticos mas sem controle que reconhece movimento? Parece ser foda decidir do que largar mão…